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SUPER DICA

Pessoal, esse livro é um achado para todos aqueles interessados em administração!!!

A Lógica do Cisne Negro de Nassim Nicholas Taleb, chega às livrarias brasileiras em português, com o preço sugerido de R$ 39,90

A obra esteve por 17 semanas em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times, superando em vendas o livro A Era da Turbulência, de Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve americano.

O autor acredita que as previsões, sobretudo as econômicas, são inúteis, pois estamos constantemente à mercê do inesperado. A estes acontecimentos imprevisíveis e impactantes, Taleb dá o nome de Cisne Negro. Entre muitos outros, dois exemplos recentes de Cisnes Negros: o sucesso do Google e os ataques de 11 de setembro.

Análise da obra de Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno

Antes de qualquer coisa, “auto” é uma designação genérica para peça, pequena representação teatral. Originário na Idade Média tinha de início caráter religioso; depois se tornou popular, para distração do povo. Foi Gil Vicente (1465-c. 1537) que introduziu esse tipo de teatro em Portugal.

O “Auto da Barca do Inferno” (c. 1517) representa o juízo final católico de forma satírica e com forte apelo moral. O cenário é uma espécie de porto, onde se encontram duas barcas: uma com destino ao inferno, comandada pelo diabo, e a outra, com destino ao paraíso, comandada por um anjo. Ambos os comandantes aguardam os mortos, que são as almas que seguirão ao paraíso ou ao inferno.

Resumo do enredo

Os mortos começam a chegar. Um fidalgo é o primeiro. Ele representa a nobreza, e é condenado ao inferno por seus pecados, tirania e luxúria. O diabo ordena ao fidalgo que embarque. Mas ele, arrogante, julga-se merecedor do paraíso, pois deixou muita gente rezando por ele. Recusado pelo anjo, encaminha-se, frustrado, para a barca do inferno; mas tenta convencer o diabo a deixá-lo a rever sua amada, pois esta “sente muito” sua falta. O diabo destrói seu argumento, afirmando que ela o estava enganando.


Um agiota chega a seguir. Ele também é condenado ao inferno por ganância e avareza. Tenta convencer o anjo a ir para o céu, mas não consegue. Também pede ao diabo que o deixe voltar para pegar a riqueza que acumulou, mas é impedido e acaba na barca do inferno.

O terceiro indivíduo a chegar é o parvo (um tolo, ingênuo). O diabo tenta convencê-lo a entrar na barca do inferno; quando o parvo descobre qual é o destino dela, vai falar com o anjo. Este, agraciando-o por sua humildade, permite-lhe entrar na barca do céu.

Mais personagens

A alma seguinte é a de um sapateiro, com todos os seus instrumentos de trabalho. Durante sua vida enganou muitas pessoas, e tenta enganar também o diabo. Como não consegue, recorre ao anjo, que o condena como alguém que roubou do povo.


O frade é o quinto a chegar… com sua amante. Chega cantarolando. Sente-se ofendido quando o diabo o convida a entrar na barca do inferno, pois, sendo representante religioso, crê que teria perdão. Foi, porém, condenado ao inferno por falso moralismo religioso.


Brísida Vaz, feiticeira e alcoviteira, é recebida pelo diabo, que lhe diz que seu o maior bem são “seiscentos virgos postiços”. Virgo é hímen, representa a virgindade. Compreendemos que essa mulher prostituiu muitas meninas virgens, e “postiço” nos faz acreditar que enganara seiscentos homens, dizendo que tais meninas eram virgens. Brísida Vaz tenta convencer o anjo a levá-la na barca do céu inutilmente. Ela é condenada por prostituição e feitiçaria.

Judeus e “cristãos novos”

A seguir, é a vez do judeu, que chega acompanhado por um bode. Encaminha-se direto ao diabo, pedindo para embarcar, mas até o diabo recusa-se a levá-lo. Ele tenta subornar o diabo, porém este, com a desculpa de não transportar bodes, o aconselha a procurar outra barca. O judeu fala então com o anjo, porém não consegue aproximar-se dele: é impedido, acusado de não aceitar o cristianismo. Por fim, o diabo aceita levar o judeu e seu bode, mas não dentro de sua barca, e, sim, rebocados.


Tal trecho faz-nos pensar em preconceito anti-semita. É necessário entender, porém, que durante o reinado de dom Manuel, de 1495-1521, muitos judeus foram expulsos de Portugal, e os que ficaram, tiveram que se converter ao cristianismo, sendo perseguidos e chamados de “cristãos novos”. Ou seja, Gil Vicente segue, nesta obra, o espírito da época.

Representantes do judiciário

O corregedor e o procurador, representantes do judiciário, chegam, a seguir, trazendo livros e processos. Quando convidados pelo diabo para embarcarem, começam a tecer suas defesas e encaminham-se ao anjo. Na barca do céu, o anjo os impede de entrar: são condenados à barca do inferno por manipularem a justiça em benefício próprio. Ambos farão companhia à Brísida Vaz, revelando certa familiaridade com a cafetina – o que nos faz crer em trocas de serviços entre eles e ela…


O próximo a chegar é o enforcado, que acredita ter perdão para seus pecados, pois em vida foi julgado e enforcado. Mas também é condenado a ir ao inferno por corrupção.


Por fim, chegam à barca quatro cavaleiros que lutaram e morreram defendendo o cristianismo. Estes são recebidos pelo anjo e perdoados imediatamente.

O bem e o mal

Como você percebeu, todos os personagens que têm como destino o inferno possuem algumas características comuns, chegam trazendo consigo objetos terrenos, representando seu apego à vida; por isso, tentam voltar. E os personagens a quem se oferece o céu são cristãos e puros. Você pode perceber que o mundo aqui ironizado pelo autor é maniqueísta: o bem e o mal; o bom e o ruim são metades de um mundo moral simplificado.

Características

O “Auto da Barca do Inferno” faz parte de uma trilogia (Autos da Barca “da Glória”, “do Inferno” e “do Purgatório”). Escrito em versos de sete sílabas poéticas, possui apenas um ato, dividido em várias cenas. A linguagem entre os personagens é coloquial – e é através das falas que podemos classificar a condição social de cada um dos personagens.

Valores de duas épocas

Escrita na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a obra oscila entre os seus valores morais de duas épocas: ao mesmo tempo em que há uma severa crítica à sociedade, típica da Idade Moderna, a obra também está religiosamente voltada para a figura de Deus, o que é uma característica medieval.


A sátira social é implacável e coloca em prática um lema, que é “rindo, corrigem-se os defeitos da sociedade”. A obra tem, portanto, valor educativo muito forte. A sátira vicentina serve para nos mostrar, tocando nas feridas sociais de seu tempo, que havia um mundo melhor, em que todos eram melhores. Mas é um mundo perdido, infelizmente. Ou seja, a mensagem final, por trás dos risos, é um tanto pessimista.

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Cartão de inscrição será enviado até 18 de agosto

Cartão de inscrição será enviado até 18 de agosto

O MEC (Ministério da Educação) vai enviar aos estudantes inscritos no Enem 2008 (Exame Nacional do Ensino Médio), até o dia 18 de agosto, o cartão de confirmação que informará o local de prova.

Se não receber até essa data, o inscrito deverá procurar uma agência dos Correios ou acessar a página do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – http://www.inep.gov.br) para consultar a o local onde fará o exame.

As provas serão aplicadas no dia 31 de agosto, em cerca de 1.400 municípios. A expectativa do Inep é a de que, pelo menos, 3 milhões de estudantes de escolas públicas e particulares participem dos testes.

Serão 63 questões objetivas de múltipla escolha sobre diversas áreas de conhecimento, além de uma redação. O estudante terá cinco horas para responder o exame.

Pontos no vestibular

Atualmente, 525 faculdades — entre elas, disputadas instituições públicas do país — incluíram no processo seletivo a opção de usar a nota do Enem na prova de conhecimentos gerais.
O Enem é também requisito para se inscrever no ProUni (Programa Universidade Para Todos), que concede bolsas de estudos em cursos de graduação de instituição particular. Para participar do ProUni, o candidato precisa ter obtido nota mínima de 45 pontos no Enem.

MEC amplia prazo de inscrição do Enem 2008

Os estudantes que ainda não se inscreveram no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) terão mais tempo para realizar o processo. É que o Ministério da Educação prorrogou as inscrições para o dia 13 de junho. Podem participar os concluintes do ensino médio em 2008 ou aqueles que já tenham concluído em anos anteriores. No ano passado, Pernambuco teve cerca de 135 mil alunos inscritos. No Brasil, foram 3 milhões.

O Enem é voluntário, mas é importante porque serve como seleção para distribuição de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os resultados também são utilizados nos processos seletivos de quase 500 instituições de ensino superior brasileiras. A Comissão de Vestibular das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE, UFRPE e Univasf) também utilizam a nota em sua seleção.

Os estudantes da rede pública podem efetuar as inscrições nos Correios ou via internet, no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Quem vai postar pelos Correios deve levar um formulário preenchido, adquirido na própria escola, e acompanhado de um documento original de identificação (carteira de identidade, de trabalho ou de habilitação) com fotografia.

Para a rede estadual a inscrição é gratuita, desde que os alunos utilizem o formulário distribuído na escola. Alunos da rede privada pagam uma taxa de R$ 35 e a inscrição deve ser feita através da internet. Os que não têm condições de pagar a taxa devem preencher uma declaração de carência, no verso da ficha de inscrição.

Os alunos com necessidades especiais deverão declarar no ato da inscrição o tipo de atendimento de que necessita para a realização do exame.

Até o dia 18 de agosto, o aluno receberá o cartão de confirmação com a hora, data e local da prova, no endereço indicado no ato da inscrição. Caso contrário, o estudante deverá procurar uma agência dos Correios ou acessar a página do Inep para consultar a escola em que fará o exame.

O exame será realizado no dia 31 de agosto, às 13 horas. São 63 questões objetivas de múltipla escolha e uma redação. O estudante terá cinco horas para a realização da prova. Aqueles que fizeram a prova em anos anteriores, caso tenham interesse, poderão se inscrever novamente no Enem 2008.

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Angústia – Graciliano Ramos


Livros para vestibular

Angústia – Graciliano Ramos

Romance em que Luís da Silva, funcionário público e escritor frustrado, confessa de forma desesperada um homicídio. A vítima, Julião Tavares, havia conquistado a mulher que Luís amava.

A construção caótica do texto reflete o estado mental de um sujeito feio que se apaixonara por uma jovem de cabelos de milho, unhas pintadas, beiços vermelhos e o pernão aparecendo. Aqui, o humilhado se vinga com palavras.

Síntese

Luís da Silva tem 35 anos, é funcionário público, escreve eventualmente para os jornais e leva uma existência que se poderia considerar, em todos os aspectos, ordinária. No entanto o seu mundo interior, cheio de “estranhos hiatos”, está longe de ser banal. Narrador de sua própria história, Luís da Silva vive ruminando frustrações intelectuais, memórias da infância, o desejo incontrolável pela vizinha Marina e o ódio pelo bem-sucedido Julião Tavares, que lhe rouba a pretendente.

Escrito num andamento de pesadelo, mas com a concretude do pequeno detalhe cotidiano que é a marca do estilo de Graciliano Ramos (1892-1953), Angústia faz uma lenta imersão na consciência desse personagem complexo e atormentado, que afunda no inferno do ciúme e do ressentimento até o ponto de cometer um ato extremo.

Como bem observou o crítico Otto Maria Carpeaux, “todos os romances de Graciliano Ramos são tentativas de destruição” – e este não foge à regra. “Não sou um rato, não quero ser um rato”, repete para si o protagonista.

Lançado em 1936, quando o autor estava preso pelo governo de Getúlio Vargas, o livro ganhou o prêmio “Lima Barreto” da Revista Acadêmica e contribuiu para fazer de Mestre Graça (como era conhecido pelos amigos) um dos maiores escritores da literatura brasileira.

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O vestibular está chegando.

Resumo – Gil Vicente.

O vestibular está chegando!

Fala pessoal, como está a preparação para o feriado?

Tenho recebido muitos e-mails elogiando o blog e o post sobre o Educação 24 horas. Para quem não viu, essa é uma boa dica de conhecer. Eu achei pela internet há um tempo e gostei bastante.

O Educação 24 horas é um site totalmente voltado a criança e ao adolescente. Você consegue encontrar um conteúdo legal tanto para a criança, com jogos educativos e historinhas infantis, onde a criança pode se divertir, aprender e se desenvolver ao mesmo tempo, quanto para os jovens que estão no ensino fundamental e médio, ou até mesmo prestando vestibular, com professores online 24 horas por dia, 7 dias por semana, respondendo a todas as dúvidas que possa ter, inclusive de inglês e espanhol, matérias de atualidades, dicas para o vestibular e material disponível para estudo. É ótimo para fazer trabalhos escolares e pesquisas.

Abaixo segue uma imagem do site com o link:

www.educacao24horas.com.br

Fica ai a dica! Aproveitem! Eu conheço pessoas que tenham usado com os filhos e adoraram, vale a pena

Bom feriado para vocês!!

Resumo de livro para vestibular – Gil Vicente

A Farsa de Inês Pereira – Gil Vicente

A Farsa de Inês Pereira é considerada a mais complexa peça de Gil Vicente. Ao apresentá-la, o teatrólogo português diz: “A seguinte farsa de folgar foi representada ao muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal, no seu Convento de Tomar, na era do Senhor 1523. O seu argumento é que, porquanto duvidavam certos homens de bom saber, se o Autor fazia de si mesmo estas obras, ou se as furtava de outros autores, lhe deram este tema sobre que fizesse: é um exemplo comum que dizem:

Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube.

E sobre este motivo se fez esta farsa”.

A obra pode ser dividida em cinco partes: a primeira é um retrato da rotina na qual se insere a protagonista; a segunda reflete a situação da mulher na sociedade da época, cujos registros são dados pela mãe de Inês, pela própria Inês e por Lianor Vaz; a terceira mostra o comércio casamenteiro, representado pelos judeus comerciantes e pelo arranjo matrimonial-mercantil de Inês com Brás da Mata; a quarta considera o casamento, o despertar para a realidade, contrapondo-a ao sonho que embalava as fantasias da protagonista e, finalmente, a quinta parte reflete a realidade brutal da qual Inês, experiente e vivida, procura tirar proveito próprio. A peça apresenta uma situação concreta, com uma personagem bem delineada psicologicamente e um fio condutor melhor configurado que as produções anteriores de Gil Vicente.

O enredo é simples: uma jovem sonhadora procura, por meio de um casamento com homem ioavisado que saiba tanger violala, fugir à rotina doméstica. Despreza a proposta de Pero Marques, filho de um camponês rico, homem tolo e ingênuo, e aceita se casar com Brás da Mata, escudeiro pelintra e pobretão. No entanto, os sonhos da heroína são logo desfeitos, porque o marido revela sua verdadeira personalidade, maltratando-a e explorando-a. Brás da Mata vai para a África e lá vem a falecer. Inês, ensinada pela dura experiência, toma consciência da realidade e aceita se casar com Pero Marques, seu primeiro pretendente. Depressa também a jovem aceita a corte de um falso ermitão. A farsa termina com o marido (cantado por ela como cuco, gamo e cervo, tradicionalmente concebidos como símbolos do homem traído) levando-a às costas (asno que me carregue) até a gruta em que vive o ermitão, para um encontro nada ingênuo.

Para quem precisa de dicas para o vestibular, tentem o site Educação 24 Horas, onde você pode encontrar não só resumo de livros com de toda a matéria que você precisa estudar para o vestibular.

USP cria curso de olho no agronegócio

Cada vez que a colhedora apanha a soja na plantação, sensores interligados por software a um sistema de GPS analisam os dados de colheita e fazem um mapa da produtividade. A informação é repassada aos equipamentos de adubação, que liberam a exata quantidade de adubo necessária para aquele metro quadrado.

O desenvolvimento de tecnologia para os processos de produção no campo, como a descrita acima, será uma das principais áreas de atuação do engenheiro de biossistemas.

Inédito no país, o curso de graduação em engenharia de biossistemas passa a ser oferecido pela USP em seu campus de Pirassununga, a 211 km da capital paulista, a partir do próximo vestibular da Fuvest, no final do ano. Serão 60 vagas em tempo integral. A duração é de dez semestres.

Apesar de o Brasil ser uma potência na produção e exportação agropecuária, a maior parte da tecnologia usada é importada. Foi para preencher essa lacuna e a falta de engenheiros para atuar no campo que o curso foi criado, afirma Holmer Savastano Jr., diretor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, da qual fará parte o novo curso.

“A atual infra-estrutura brasileira é muito frágil. Veja, por exemplo, o caso do embargo à carne bovina no exterior. Isso acontece porque o país não consegue garantir a rastreabilidade do seu gado, que consiste na implantação de um chip no animal para fazer o seu acompanhamento desde o nascimento até o abatimento. Daí a importância da tecnologia na agropecuária”, afirma.

Menos impacto

No curso de engenharia de biossistemas, o aluno estudará a produção animal e vegetal como base para desenvolver procedimentos que visem maior rendimento da produtividade e menor impacto ao ambiente.

O projeto pedagógico inclui matérias básicas, como matemática, biologia, física e química, e matérias também profissionalizantes, a exemplo de energia, estruturas, automação e controle, eletricidade, mecatrônica, computação e informática. Também fazem parte disciplinas como bicombustíveis, hidráulica, inteligência artificial e sistemas digitais.

“A engenharia de biossistemas é a evolução do conceito de agropecuária moderna. É uma carreira para quem gosta de eletrônica e tecnologia mas também da natureza e do campo”, diz Celso Eduardo Lins de Oliveira, coordenador do curso.

Haverá ainda um bloco de formação humanística, com normas técnicas e redação, sociologia e cidadania, economia e administração para engenharia de biossistemas. O aluno também terá disciplinas de gestão e empreendedorismo. “A idéia é que, depois de formado, o profissional tenha condição técnica de montar e gerir um negócio próprio se quiser”, afirma Oliveira.

A carga horária de aulas práticas e em laboratórios, que acontecem desde o início do curso, aumenta gradativamente. O aluno terá à sua disposição no terreno do campus plantações de soja e milho, entre outras variedades, e também unidades onde há criações de abelha ao gado zebu.

Trabalho

O profissional sairá da faculdade capacitado para desenvolver equipamentos, materiais e sensores, que serão usados em processos de controle e monitoramento da agropecuária, além de projetar infra-estrutura e instalações para galpões e máquinas agrícolas. Há boas oportunidades de trabalho em pesquisa e em empresas ligadas ao setor agrícola.

“A criação do curso é muito oportuna e até atrasada, porque, diante do atual cenário mundial do petróleo, o mercado vai exigir do Brasil, país com enorme potencial de biomassa, um profissional com componentes multidisciplinares, que complementem as especialidades do engenheiro de produção e do agrônomo, com nanotecnologia e biotecnologia”, avalia Clovis Isberto Biscegli, que foi pesquisador do Centro de Instrumentação Agropecuária da Embrapa por 22 anos.

O que difere o engenheiro de biossistemas do agrícola, em linhas gerais, é que este é responsável pela infra-estrutura e produção de construções, eletrificação etc., enquanto que o primeiro foca nos sistemas de apoio à produção e à climatização, além de desenvolver automatismos e softwares.

Ele está chegando!!!!!!!!!!!!

Os vestibulares do meio do ano estão chegando. Agora é hora de manter a calma e não deixar o nervosismo atrapalhar seus estudos. Planejamento e organização são quesitos essenciais para quem vai prestar o vestibular.

Para quem faz cursinho extensivo ou ainda está no terceiro colegial, surge aquele desespero de prestar uma prova que engloba todo o conteúdo do ano, mas que ele apenas estudou metade daquilo.

Para que você não fique desesperado, preparamos algumas dicas que irão te ajudar na fase de preparação para o vestibular de inverno.

1- Mantenha um ritmo constante de estudo

Muitos vestibulandos, quando sentem que o vestibular está próximo, entram em desespero e passam a estudar num ritmo frenético. Mas logo vem o cansaço e o vestibulando perde toda a vontade de estudar. Por isso, é importante que você mantenha um ritmo constante de estudo e esteja sempre em dia com a matéria vista na sala de aula.

2- Teste seus conhecimentos

A maioria dos cursinhos testa o conhecimento e o progresso de estudo dos seus alunos através de simulados. Procure fazê-los para você ter uma noção de como anda seu aprendizado. Através dos simulados, é possível descobrir em qual matéria você tem mais dificuldade, qual assunto você ainda não conseguiu entender. Conseqüentemente, você pode alterar seu roteiro de estudos e se focar naquele ponto que você está tendo mais dificuldade.

3- Não precisa saber tudo!

Nos vestibulares de meio de ano, a matéria requisitada engloba todo o conteúdo de um ano inteiro de cursinho, mas o aluno só teve tempo de ver metade daquilo. Na hora da prova, não se deixe desanimar pelas perguntas que exigem uma matéria que você ainda não viu. É possível ir bem na prova se a matéria vista ao longo do semestre foi devidamente estudada e revisada. Concentre-se naquilo que você sabe que será o suficiente para passar. A relação candidato/vaga nos vestibulares de inverno é mais baixa, por isso, não há motivos para o desânimo.

Confie em você e faça uma boa prova!

Pra quem ainda achar que precisa de alguma ajuda, tente o site Educação 24 horas. Lá você encontra resumos que ajudam a estudar, fora professores particulares, que tiram as suas duvidas na hora. Vale a pena conhecer!

Educação 24 horas.

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Saída de Dantas facilita reforma do curso da FAMED, diz diretor.

Saída de Dantas facilita reforma do curso da Famed, diz diretor

José Tavares Neto afirma que o ex-coordenador do curso ’sempre se posicionava contra as mudanças’

O diretor da Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), José Tavares Neto, acredita que o afastamento do coordenador do colegiado da faculdade, Antonio Natalino Manta Dantas, de 69 anos, vai facilitar a implementação da reforma curricular do curso. “Ele se posicionava contra as mudanças, que estamos tentando implantar desde 2005 e que são necessárias para a melhoria do curso como um todo”, afirma Tavares Neto. “A saída dele deve acelerar o processo.”

Dantas anunciou, no domingo, 4, que renuncia ao cargo de coordenador, cinco dias depois de afirmar que os estudantes baianos tinham “déficit de inteligência” quando comparados com os de outros lugares e que o sistema de cotas exerce “contaminação” entre os universitários. As declarações foram dadas pelo coordenador para justificar o mau rendimento dos alunos da Famed no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o que levou o curso de Medicina a figurar na lista dos 17 sob supervisão do Ministério da Educação (MEC).

Em nota oficial, Dantas pediu desculpa pelas afirmações – que atribuiu tanto a “um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero” quanto a pressões de jornalistas, que teriam feito perguntas “para criar polêmica.” Desde a divulgação da nota, o coordenador não foi mais encontrado.

Na terça-feira, 6, o Conselho do Colegiado da Famed reúne-se para analisar o pedido de afastamento de Dantas. Tavares Neto adianta que a reunião deve confirmar o afastamento do coordenador de seu cargo, mas não do quadro de professores da instituição – o que deve ocorrer apenas em setembro, quando Dantas completa 70 anos.

Assembléia

Tavares Neto participou, na manhã desta segunda-feira, 5, de uma assembléia da faculdade, junto com outros professores e alunos da instituição, no auditório da Famed no bairro do Canela, em Salvador. Em pauta, as declarações de Dantas e a baixa nota no Enade.

No encontro, o Diretório Central dos Estudantes da Ufba cobrou da reitoria uma sindicância interna em todas as faculdades da instituição. “Queremos encontrar todos os focos de racismo que existem na universidade”, afirma o diretor do DCE, Emanuel Freire. O pedido foi acatado na assembléia e será oficialmente apresentado nesta terça-feira ao reitor Naomar de Almeida Filho.

A nota obtida pela Famed no Enade também dominou os debates. “A situação é crítica”, resume o diretor do Diretório Acadêmico da Famed, Rafael dos Santos Gonçalves. De acordo com ele, “muitos estudantes” confirmaram ter boicotado o Enade, entregando provas em branco ou não totalmente respondidas, mas o fato não deve ser usado para ocultar outros problemas da instituição. “Temos uma carência muito grande no que se refere à parte prática do curso”, afirma. “O Hospital Universitário não tem condições de absorver os alunos.”

O diretor da instituição concorda – e pleiteia a redução do número de vagas no vestibular da Famed, enquanto os problemas de infra-estrutura não são sanados. Hoje, a faculdade absorve 60 novos alunos por ano. Esta semana, a Câmara de Graduação da Ufba, composta por 15 professores e três alunos, representantes de todas as áreas da universidade, começa uma auditoria acadêmica na Famed, a pedido do reitor. O principal foco da análise é a possível redução de vagas.

“A nota do Enade pode ser enganosa, por causa do boicote que os próprios estudantes admitem, mas precisamos fazer nossa lição de casa para conseguirmos a qualidade de ensino que desejamos”, diz Tavares Neto.

Veja também:

Curso isolado de medicina tem melhores notas.