Cada vez que a colhedora apanha a soja na plantação, sensores interligados por software a um sistema de GPS analisam os dados de colheita e fazem um mapa da produtividade. A informação é repassada aos equipamentos de adubação, que liberam a exata quantidade de adubo necessária para aquele metro quadrado.
O desenvolvimento de tecnologia para os processos de produção no campo, como a descrita acima, será uma das principais áreas de atuação do engenheiro de biossistemas.
Inédito no país, o curso de graduação em engenharia de biossistemas passa a ser oferecido pela USP em seu campus de Pirassununga, a 211 km da capital paulista, a partir do próximo vestibular da Fuvest, no final do ano. Serão 60 vagas em tempo integral. A duração é de dez semestres.
Apesar de o Brasil ser uma potência na produção e exportação agropecuária, a maior parte da tecnologia usada é importada. Foi para preencher essa lacuna e a falta de engenheiros para atuar no campo que o curso foi criado, afirma Holmer Savastano Jr., diretor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, da qual fará parte o novo curso.
“A atual infra-estrutura brasileira é muito frágil. Veja, por exemplo, o caso do embargo à carne bovina no exterior. Isso acontece porque o país não consegue garantir a rastreabilidade do seu gado, que consiste na implantação de um chip no animal para fazer o seu acompanhamento desde o nascimento até o abatimento. Daí a importância da tecnologia na agropecuária”, afirma.
Menos impacto
No curso de engenharia de biossistemas, o aluno estudará a produção animal e vegetal como base para desenvolver procedimentos que visem maior rendimento da produtividade e menor impacto ao ambiente.
O projeto pedagógico inclui matérias básicas, como matemática, biologia, física e química, e matérias também profissionalizantes, a exemplo de energia, estruturas, automação e controle, eletricidade, mecatrônica, computação e informática. Também fazem parte disciplinas como bicombustíveis, hidráulica, inteligência artificial e sistemas digitais.
“A engenharia de biossistemas é a evolução do conceito de agropecuária moderna. É uma carreira para quem gosta de eletrônica e tecnologia mas também da natureza e do campo”, diz Celso Eduardo Lins de Oliveira, coordenador do curso.
Haverá ainda um bloco de formação humanística, com normas técnicas e redação, sociologia e cidadania, economia e administração para engenharia de biossistemas. O aluno também terá disciplinas de gestão e empreendedorismo. “A idéia é que, depois de formado, o profissional tenha condição técnica de montar e gerir um negócio próprio se quiser”, afirma Oliveira.
A carga horária de aulas práticas e em laboratórios, que acontecem desde o início do curso, aumenta gradativamente. O aluno terá à sua disposição no terreno do campus plantações de soja e milho, entre outras variedades, e também unidades onde há criações de abelha ao gado zebu.
Trabalho
O profissional sairá da faculdade capacitado para desenvolver equipamentos, materiais e sensores, que serão usados em processos de controle e monitoramento da agropecuária, além de projetar infra-estrutura e instalações para galpões e máquinas agrícolas. Há boas oportunidades de trabalho em pesquisa e em empresas ligadas ao setor agrícola.
“A criação do curso é muito oportuna e até atrasada, porque, diante do atual cenário mundial do petróleo, o mercado vai exigir do Brasil, país com enorme potencial de biomassa, um profissional com componentes multidisciplinares, que complementem as especialidades do engenheiro de produção e do agrônomo, com nanotecnologia e biotecnologia”, avalia Clovis Isberto Biscegli, que foi pesquisador do Centro de Instrumentação Agropecuária da Embrapa por 22 anos.
O que difere o engenheiro de biossistemas do agrícola, em linhas gerais, é que este é responsável pela infra-estrutura e produção de construções, eletrificação etc., enquanto que o primeiro foca nos sistemas de apoio à produção e à climatização, além de desenvolver automatismos e softwares.
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